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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

De olho na qualidade da sua música (summing analógico vs summing digital).




No âmbito musical, caso nosso objetivo seja sucesso comercial, existe uma cadeia logística que, se for quebrada, raramente teremos sucesso. Os passos, os ingredientes são vários e nem sempre nos atentamos a cumprir cada um deles com eficácia. Essa abordagem, parte do princípio que chegamos a um patamar tecnológico, em que cada um de nós temos uma plataforma para produção musical “in box” (totalmente baseada em um computador), alguns com mais recursos, técnicas, conhecimento, outros com menos, mas no final das contas existe um pensamento implícito de que é possível ter em nossas mãos um selo, um estúdio, um projeto artístico, tudo basicamente composto por um network digital.  

De forma bem resumida, a cadeia da produção musical pode ser dividida em alguns passos: 

1) Penso, logo existo e quero fazer música; 
2) Concepção artística e musical; 
3) Público alvo; 
4) Que ferramentas disponho para gravar minha música
5) Como inserir minha música no mercado; 
6) Como conviver com o sucesso. Sim são apenas seis passos! O que me falta?


Sim são apenas seis passos! O que me falta?

Minha abordagem fica restrita ao item número quatro acima descrito, onde discutirei não exatamente o que fazemos de ‘positivo’ com as ferramentas em mãos, mas sim nossas principais deficiências técnicas, assim como tecnológicas.

No momento em que todas as nossas brilhantes ideias se transformaram em um arranjo, seja através da introdução de acordes de guitarra, teclados e até mesmo agrupamento de alguns loops, temos aí o primeiro passo para começar a editar esse apunhado de elementos e assim começar a edição em nossos DAWs*

* acredito que a grande maioria conheça o significado de DAW, nada mais que “digital áudio workstation”, softwares que permitem a gravação, edição e prometem mixagem de nossas músicas. Prometem? Sim..isso será abordado em breve.

Cada músico/produtor tem sua preferência por um DAW específico, seja pelo custo, pela facilidade de uso ou até mesmo pela qualidade sonora. Qualidade sonora? Exato! No mundo digital, tudo que musicalmente é produzido de forma analógica e posteriormente digitalizado para processamento inbox, só se tornou realidade em função da atual super capacidade de processamento que os computadores de uso pessoal nos oferecem. Cada DAW poussi um código de programação único para o summing (soma de todos os canais), e “DSP” (digital signal processor) que permite com que o fluxo de toda sua cadeia de tracks “pistas de áudio” seja interpolada, mixada, processada, retrabalhada de inúmeras maneiras. Dessa forma, assim como as mesas de som analógicas diferem muito sonoramente entre as diversas marcas e modelos, os DAWs também diferem enormemente entre os diversos desenvolvedores.

Porque as mesas de som analógicas soam diferentes entre si?

Há fabricantes que usam eletrônica de de qualidade top, sempre usando bons componentes em seus circuitos, capacitores , potenciômetros, concectores e faders, nunca abrindo mão de marcas como Panasonic, Rubycon, Sanyo, United Chemi-Com, Nichicon, grande parte delas, componentes de origem Japonesa. Isso explica claramente porque alguns fabricantes conseguem entregar equipamentos com especificações técnicas similares (número de canais, spec de equalização, etc) à um preço muito inferior . . . fazendo uso de componentes eletrônicos genéricos made in ROC.

o summing analógico:



E os DAWs?  Soam diferentes de acordo com o desenvolvedor?


A mesma linha de pensamento é aplicada aos DAWs. Alguns times de engenheiros programadores se destacam entre outros. Na grande maioria das vezes, os times que possuem como contribuidores, músicos, engenheiros de gravação/mixagem e programadores de DSP com altíssimo conhecimento em áudio, desenvolvem os melhores produtos.

A pergunta principal é: em um DAW, qual a funcionalidade que mais interfere na qualidade final da música entre um produto e outro? Simples: o SUMMING. 

Quando processamos tracks individuais de nossas músicas, ou seja, aplicamos compressão, variações de ganho, etc, há sim um processamento digital, porém não estamos somando outras tracks a ela. Daí a terminologia Summing que nada mais é que somar diversas tracks (SUM=SOMA).

No mundo analógico, não há como fugir de uma regra básica. A soma de várias tracks são efetuadas através de um circuito eletrônico, basicamente formado da união dos sinais elétricos de áudio, com a inserção de resistores. Claro que cada fabricante tem uma topologia diferente, porém a base sempre será a mesma, e exigindo lógico, componentes de qualidade.

Já o summing digital, apesar de aparentar ser um sistema muito simples, uma vez que observamos em nossos DAWs as diversas tracks onde todo o summing é baseado em faders virtuais e como por mágica, tudo é somado à saída master, na verdade não se trata de algo simples e muito menos perfeito. 

o summing digital:

Você usa que DAW?


Muito recorrente é o fato das pessoas trocarem informações sobre os diferentes DAWs e suas qualidades, porém são poucos os que realmente se preocupam em saber a quantas andam a qualidade do summing de seus softwares. Sim, é fato que a qualidade sonora tem muita variação em função do DAW usado para mixagem “inbox”*

* entende-se por mixagem inbox, aquela onde todo o summing é feito em total domínio analógico. Não importa se você usa um pré-aplifcador valvulado Drawmer para captar seu som. Uma vez em domínio digital, e esse será somado às outras tracks de sua música dentro do DAW (usando os algoritmos do do DAW) o summing será digital

Em minha trajetória como engenheiro de mixagem, tive a oportunidade de usar diversas plataformas digitais para mixar. Não irei entrar no mérito da qualidade de summing de cada DAW, porém, até mesmo em plataformas como da Digidesign onde supostamente o som seria perfeito, é recorrente na indústria fonográfica o uso de Summing Analógico aliado à gravação e processamento digital. 

Como assim? Summing Analógico aliado à gravação e processamento digital!


Suponhamos que nossa música tenha sido composta de modo a ocupar 16 tracks em stereo (dois canais de áudio) em nosso DAW. Fundamentalmente, todas essas 16 tracks estão em domínio digital, sejam elas já pré-gravadas ou provindas de um sintetizador/instrumento virtual. Nesse ponto já começamos a processar nossas tracks de acordo com a necessidade, seja equalizando, comprimindo, aplicando efeitos de modulação (chorus, flanger, vibrato, filtros) ou efeitos de envio para outros canais dedicados, tais quais reverb ou delay. Até esse ponto, tudo está em domínio digital, mesmo a aplicação de processamentos no áudio. 

Paralelo à isso, cada um dos 16 canais, ao invés de serem encaminhados para a saída master do seu DAW serão encaminhados independentemente para um mixer “summing” externo e analógico. Dessa forma o tramite que envolve a soma de todas as tracks de sua música será feita fora do computador (não inbox). 

Para que isso seja possível, sua interface de som deverá ter tantas saídas analógicas quanto necessárias para realizar esse summing analógico. No nosso caso, deverá ser uma interface de som com mínimo de 32 saídas analógicas* , cada qual conectada através de cabos de som à um mixer “summing” com esse mesmo número de canais. 

Dessa forma, a regra básica é essa.  Sua interface e seu ‘mixer summing analógico’ deverá ter tantos canais quanto você tem de tracks no seu DAW. No caso de 16 tracks mono, serão necessários interface + summing com 16 canais. Para 16 tracks stereo, isso duplica. Serão necessários interface + summing com 32 canais.

* se tenho 16 tracks stereo em meu DAW precisarei de 32 canais de saída da interface + summing pois cada tracks stereo é composta de dois canais, dieito e esquerdo.

Gravo bem todos os meus instrumentos e não estopu satisfeito com minha mixagem inbox.


Possuo capacidade para summing analógico de até 40 canais sem bouncing (de uma só vez) . Com bouncing, otimizando bem o aúdio ofereço com ótima qualidade de mixagem para até 120 canais (3 Bouncings). Você poderá sair com a música já mixada profissionalmente, com recursos técnicos modernos e diversos processadores analógicos para processamento dinâmico. 

O que é preciso para que você realize sua mixagem comigo?

Todas as tracks de sua música, preferencialmente com as partes da bateria separadas e com tudo já sincronizado em formato AIFF/WAV minímo de 48khz / 24 Bits ou superior. 

Contate sem compromisso. 
Whatsup 44 9 9765 8716 (Freddy) 
email: freddykaza@gmail.com

Em breve postarei maiores informações sobre a topologia do meu estúdio de mixagem e masterização.

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