Minha abordagem fica restrita ao
item número quatro acima descrito, onde discutirei não exatamente o que fazemos
de ‘positivo’ com as ferramentas em mãos, mas sim nossas principais deficiências
técnicas, assim como tecnológicas.
No momento em que todas as nossas
brilhantes ideias se transformaram em um arranjo, seja através da introdução de
acordes de guitarra, teclados e até mesmo agrupamento de alguns loops, temos aí
o primeiro passo para começar a editar esse apunhado de elementos e assim
começar a edição em nossos DAWs*
* acredito que a grande maioria conheça o significado de DAW,
nada mais que “digital áudio workstation”, softwares que permitem a gravação,
edição e prometem mixagem de nossas
músicas. Prometem? Sim..isso será abordado em breve.
Cada músico/produtor tem sua
preferência por um DAW específico, seja pelo custo, pela facilidade de uso ou
até mesmo pela qualidade sonora. Qualidade sonora? Exato! No mundo digital,
tudo que musicalmente é produzido de forma analógica e posteriormente digitalizado para processamento inbox, só se tornou realidade em
função da atual super capacidade de processamento que os computadores de uso
pessoal nos oferecem. Cada DAW poussi um código de programação único para o summing (soma de todos os canais), e “DSP” (digital
signal processor) que permite com que o fluxo de toda sua cadeia de tracks “pistas
de áudio” seja interpolada, mixada, processada, retrabalhada de inúmeras
maneiras. Dessa forma, assim como as mesas de som analógicas diferem muito sonoramente
entre as diversas marcas e modelos, os DAWs também diferem enormemente entre os
diversos desenvolvedores.
Porque as mesas de som analógicas soam
diferentes entre si?
Há fabricantes que usam
eletrônica de de qualidade top, sempre usando bons componentes em seus circuitos, capacitores , potenciômetros,
concectores e faders, nunca abrindo mão de marcas como Panasonic, Rubycon, Sanyo,
United Chemi-Com, Nichicon, grande parte delas, componentes de origem Japonesa.
Isso explica claramente porque alguns fabricantes conseguem entregar
equipamentos com especificações técnicas similares (número de canais, spec de
equalização, etc) à um preço muito inferior . . . fazendo uso de componentes
eletrônicos genéricos made in ROC.
o summing analógico:
E os DAWs? Soam diferentes de
acordo com o desenvolvedor?
A mesma linha de pensamento é
aplicada aos DAWs. Alguns times de engenheiros programadores se destacam entre
outros. Na grande maioria das vezes, os times que possuem como contribuidores, músicos, engenheiros
de gravação/mixagem e programadores de DSP com altíssimo conhecimento em
áudio, desenvolvem os melhores produtos.
A pergunta principal é: em um
DAW, qual a funcionalidade que mais interfere na qualidade final da música entre
um produto e outro? Simples: o SUMMING.
Quando processamos tracks individuais de
nossas músicas, ou seja, aplicamos compressão, variações de ganho, etc, há sim
um processamento digital, porém não estamos somando outras tracks a ela. Daí a
terminologia Summing que nada mais é que somar diversas tracks (SUM=SOMA).
No mundo analógico, não há como
fugir de uma regra básica. A soma de várias tracks são efetuadas através de um
circuito eletrônico, basicamente formado da união dos sinais elétricos de
áudio, com a inserção de resistores. Claro que cada fabricante tem uma topologia
diferente, porém a base sempre será a mesma, e exigindo lógico, componentes de
qualidade.
Já o summing digital, apesar de aparentar
ser um sistema muito simples, uma vez que observamos em nossos DAWs as diversas
tracks onde todo o summing é baseado em faders virtuais e como por mágica, tudo
é somado à saída master, na verdade não se trata de algo simples e muito menos
perfeito.
o summing digital:
Você usa que DAW?
Muito recorrente é o fato das
pessoas trocarem informações sobre os diferentes DAWs e suas qualidades, porém
são poucos os que realmente se preocupam em saber a quantas andam a qualidade
do summing de seus softwares. Sim, é fato que a qualidade sonora tem muita
variação em função do DAW usado para mixagem “inbox”*
* entende-se por mixagem inbox, aquela onde todo o summing é
feito em total domínio analógico. Não importa se você usa um pré-aplifcador
valvulado Drawmer para captar seu som. Uma vez em domínio digital, e esse será
somado às outras tracks de sua música dentro do DAW (usando os algoritmos do do
DAW) o summing será digital
Em minha trajetória como
engenheiro de mixagem, tive a oportunidade de usar diversas plataformas
digitais para mixar. Não irei entrar no mérito da qualidade de summing de cada
DAW, porém, até mesmo em plataformas como da Digidesign onde supostamente o som
seria perfeito, é recorrente na indústria fonográfica o uso de Summing
Analógico aliado à gravação e processamento digital.
Como assim? Summing Analógico aliado à gravação e processamento digital!
Suponhamos que nossa música tenha
sido composta de modo a ocupar 16 tracks em stereo (dois canais de áudio) em
nosso DAW. Fundamentalmente, todas essas 16 tracks estão em domínio digital,
sejam elas já pré-gravadas ou provindas de um sintetizador/instrumento virtual.
Nesse ponto já começamos a processar nossas tracks de acordo com a necessidade,
seja equalizando, comprimindo, aplicando efeitos de modulação (chorus, flanger,
vibrato, filtros) ou efeitos de envio para outros canais dedicados, tais quais
reverb ou delay. Até esse ponto, tudo está em domínio digital, mesmo a aplicação de processamentos no áudio.
Paralelo à isso, cada um dos 16 canais, ao invés de serem encaminhados para a
saída master do seu DAW serão encaminhados independentemente para um mixer “summing”
externo e analógico. Dessa forma o tramite que envolve a soma de todas as
tracks de sua música será feita fora do computador (não inbox).
Para que isso seja possível, sua interface de som deverá
ter tantas saídas analógicas quanto necessárias para realizar esse summing
analógico. No nosso caso, deverá ser uma interface de som com mínimo de 32 saídas analógicas* , cada qual conectada
através de cabos de som à um mixer “summing” com esse mesmo número de canais.
Dessa forma, a regra básica é essa. Sua
interface e seu ‘mixer summing analógico’ deverá ter tantos canais quanto você
tem de tracks no seu DAW. No caso de 16 tracks mono, serão necessários
interface + summing com 16 canais. Para 16 tracks stereo, isso duplica. Serão
necessários interface + summing com 32 canais.
* se tenho 16 tracks stereo em meu DAW precisarei de 32
canais de saída da interface + summing pois cada tracks stereo é composta de
dois canais, dieito e esquerdo.
Gravo bem todos os meus instrumentos e não estopu satisfeito com minha mixagem inbox.
Possuo capacidade para summing analógico de até 40 canais sem bouncing (de uma só vez) . Com bouncing, otimizando bem o aúdio ofereço com ótima qualidade de mixagem para até 120 canais (3 Bouncings). Você poderá sair com a música já mixada profissionalmente, com recursos técnicos modernos e diversos processadores analógicos para processamento dinâmico.
O que é preciso para que você realize sua mixagem comigo?
Todas as tracks de sua música, preferencialmente com as partes da bateria separadas e com tudo já sincronizado em formato AIFF/WAV minímo de 48khz / 24 Bits ou superior.
Contate sem compromisso.
Whatsup 44 9 9765 8716 (Freddy)
email: freddykaza@gmail.com
Em breve postarei maiores informações sobre a topologia do meu estúdio de mixagem e masterização.